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T10 · Propósito como filtro

Consumo consciente

Menor tribo. Urbana, A/B, capital, ESG ativo. Pode estar em REGRESSÃO — anti-ESG ganha tração. Sobre-representada em bolhas de SP/RJ. Cuidado com viés de tomador de decisão.

8M

adultos · 5%

–1 a +2% a.a.

crescimento 2024–2030

Média

intensidade identitária

Abertura

Consumoconsciente.

Menor tribo. Urbana, A/B, capital, ESG ativo. Pode estar em REGRESSÃO — anti-ESG ganha tração. Sobre-representada em bolhas de SP/RJ. Cuidado com viés de tomador de decisão.

8M

Adultos brasileiros (5% da população — a menor)

-1 a +2% a.a.

Crescimento estimado 2024–2030

6/10

Identidade ativa mas em pressão — anti-ESG cresce

7%

Brasileiros veganos/vegetarianos (Datafolha 2024)

Fontes: Datafolha · Akatu · Euromonitor · L.E.K. análise

Tribo · 10 / 10

A menor · sob pressão

Consumo consciente

O que move

Propósito como filtro. Sustentabilidade como prática. Diversidade como valor. Mas em defensiva — anti-ESG cresce.

"Faço questão de comprar de marcas que tenham um propósito" — item Likert.

Redução de impacto ambiental no cotidiano (lixo, carne, plástico). Marcas com propósito como filtro. Acompanha pautas de diversidade, ESG, LGBTQ+. Plant-based no menu. Consumo qualificado e reduzido — "melhor, menos".

Tribo em pressão. Anti-ESG ganhou tração com Trump 2.0, Milei, Bolsonaro. Marcas progressistas testadas. T10 internamente questiona se discurso sobrevive. 5% da população mas sobre-representada em decisão de marketing — risco grande de cliente superestimar tribo.

7%

Brasileiros veganos/vegetarianos

20%

Brasileiros priorizam marcas climáticas (Euromonitor)

-1 a +2% a.a.

Crescimento — sob pressão

Fontes: Datafolha 2024 · Euromonitor · SVB · L.E.K. análise

Consumo consciente

Quem é, em carne e osso

Três graus de consciência.

Tribo polariza entre militância, prática moderada, e desconfiada de ESG corporativo.

A — Militante

Aline, 32

Pinheiros, SP · UX Designer · R$ 18-25k

Vegana. Bicicleta. Composteira em casa. Marcas: NotCo, Insider, Reserva. Lê o livro 'Sentience' da Bezos. ESG no LinkedIn como pauta. Tem certeza que o futuro chegou — mas a realidade brasileira a frustra.

B — Praticante moderado

Felipe, 37

Rio de Janeiro, RJ · Médico · R$ 30k+

Reduziu carne para 2x/semana. Carro híbrido. Compra orgânicos. Cuidado com plástico. Não é ideológico — é prático. Critica greenwashing. Quer ESG real, não slogan.

C — Cético com a indústria

Camila, 28

Florianópolis, SC · Empreendedora · R$ 8-12k

Acha que ESG corporativo é maquiagem. Apoia projetos locais (cooperativas, brechó). Plant-based ocasional. Lê Capitalism Realism. Cético com tudo — mas ainda assim T10. Pode ser a face mais durável da tribo.

Fontes: Etnografia L.E.K. · Pesquisa Pertencimento · L.E.K. análise

Consumo consciente

Códigos e símbolos

Vocabulário da consciência em pressão.

ESG é a palavra. Plant-based é a prática. Greenwashing é a acusação. Brechó é hábito.

Vocabulário técnico: pegada de carbono, B-Corp, fair trade, agricultura regenerativa, comércio justo, circularidade, descarbonização. Conteúdo: podcasts de propósito (Café da Manhã, AzMina), Substacks de sustentabilidade, ESG no LinkedIn como pauta profissional. Marcas-tipo são startups com propósito declarado — preço premium aceito quando a história é coerente. Anti-greenwashing como pose: detecta marketing ESG corporativo sem prática real. Restaurantes vegetarianos/veganos como categoria em consolidação (Teva, Naturalis, Quintal Vegetariano). Cafés de especialidade como ritual. Bike e patinete elétrico como mobilidade real.

ESG

Palavra-base

Plant-based

Prática

Reserva

Marca-tipo

B-Corp

Certificação

Greenwashing

Acusação

Brechó

Hábito

Momento que define a tribo

Sábado de feira orgânica em SP-RJ. Sacola de pano, leitura do rótulo, conversa com produtor. Consumo qualitativo, não quantitativo.

Etnografia · L.E.K. Pertencimento 2026

Feira orgânica de sábado é ritual ativo em capitais. Tribo letrada, urbana, A/B — mas em pressão. Anti-ESG ganhou tração com Trump 2.0 e Milei. 7% veganos/vegetarianos hoje (Datafolha) vs. 11% pico em 2022.

Fontes: Folha de SP · Brazil Journal · MIT Tech Review BR · L.E.K. análise

Consumo consciente

O que consome

Marca com propósito, consumo reduzido qualitativo, suspeita ativa de greenwashing.

Tribo letrada. Detecta marketing ESG sem prática em segundos. Marca tem que provar.

Alimentação: orgânicos como categoria-base, plant-based como prática parcial (não 100% vegana em maior parte). Cestas semanais de feira orgânica (Sítio do Moinho, Korin), supermercados de propósito (Empório Quintal, Mundo Verde, Naturalia). Bebidas: kombucha, café especial em terceira-onda, vinhos naturais. Brechó como prática regular: Repassa, Brechó Online, Enjoei.

Mobilidade: bike, patinete elétrico, Uber/99 (carro próprio em decréscimo no perfil urbano A). Carro: híbrido cresce (Toyota Corolla Cross, Honda HR-V e:HEV). Vestuário: D2C com propósito, segunda-mão crescendo. Cosméticos limpos (sem parabenos, vegan, cruelty-free) como categoria. Apps de pegada de carbono. Educação dos filhos: escola Waldorf, Montessori, alternativa. Filtros de consumo ativos: "de quem é dono", "como é feito", "o que faz o lucro".

Penetração de plant-based no Brasil

% adultos vegetarianos/veganos · 2012-2024

Fontes: IBOPE/SVB · Datafolha 2024 · L.E.K. análise

Consumo consciente

Marcas que entendem · 1 de 2

Caso 1: Reserva. Caso 2: Insider.

Reserva

Vestuário · 1P+1P=20 árvores · Rony Meisler · 20 anos

Caso 01 — Propósito brasileiro

ReservaMarca que ligou compra a impacto

"Reserva traduziu sustentabilidade abstrata em "sua camiseta = 20 árvores"."

Fundada por Rony Meisler em 2004. Vestuário masculino premium. Política 1P+1P=20 árvores plantadas pelo ICATU. R$ 800M+ em receita. Vendeu controle (parcial) em 2021. Mantém posicionamento ESG sem virar nicho.

2004

Fundação

R$ 800M+

Receita 2024

20 árvores

Por peça

Insider

Camisetas técnicas · R$ 400M 2024 → R$ 600M 2025 · D2C

Caso 02 — D2C ascendente

InsiderCamiseta-conceito que virou caso de PE

"Insider provou que premium com propósito vende — e escalou rápido."

Fundada em 2020 por Lucas Sant'Anna. Camisetas técnicas (anti-suor, anti-odor) com posicionamento premium. D2C nativo. R$ 400M em 2024, projetado R$ 600M em 2025. Modelo escalável que combina propósito + marketing direto.

R$ 400M

Receita 2024

R$ 600M

Projetado 2025

2020

Fundação

Fontes: Brazil Journal · Folha de SP · Reserva IR · L.E.K. análise

Consumo consciente

Marcas que entendem · 2 de 2

Caso 3: NotCo + Future Burger + Incrível!.

NotCo + Future Burger + Incrível!

Plant-based · NotCo (chilena), Future Burger (Fazenda Futuro), Incrível! (Seara)

Caso 03 — Plant-based ecosystem

NotCo + Future Burger + Incrível!Foodtech que virou mainstream

"Plant-based brasileiro saiu de nicho — agora compete com carne de verdade."

NotCo (chilena, com Bezos como investidor) entrou forte no Brasil. Future Burger (Fazenda Futuro) é unicórnio brasileiro. Incrível! da Seara democratizou em supermercado. Categoria cresce 30%+ ao ano. Tribo T10 valida — mas T1 e T8 rejeitam.

Fazenda Futuro

Unicórnio BR

Seara Incrível!

Mass market

+30%/ano

Crescimento

Tribo com 3 marcas-âncora · ver caso 1

Fontes: Brazil Journal · Folha de SP · Reuters · L.E.K. análise

Consumo consciente

Armadilhas & tensões

Onde marcas erram.

Tribo letrada e em pressão. Detecta greenwashing em segundos. Marketing ESG sem prática vira ônus.

01

GreenwashingReciclável, sustentável, eco-friendly como adjetivos vazios são detectados imediatamente.

02

Subestimar o backlashAnti-ESG ganhou tração — marca que dobra a aposta sem leitura política perde.

03

Tom de paternalismo educativoTribo letrada — "explicar" o aquecimento global ofende.

04

Plant-based forçado em todos canaisTribo é seleta — empurrar em mass market gera rejeição em T1/T8.

05

Performance progressista sem práticaCausa de mês no Pride sem ESG real é detectada — e divulgada.

SÍNTESE

Slide

Síntese · Pertencimento · L.E.K.